quarta-feira, dezembro 31, 2008



AO ANO QUE SE VAI
(Eloah Borda)

Ah, velho amigo, já te vais cansado,
curvado ao peso dos dias vividos
- dias alegres ou talvez sofridos -
e em poucas horas já serás Passado...

Mas... Rei morto, Rei posto, esse é o ditado,
e, desde cedo, chegam-me aos ouvidos,
de um grande foguetório, os estampidos,
já homenageando o NOVO, que é esperado!

Porém contigo mais ninguém se importa,
- pois o Ano Novo está batendo à porta,
trazendo mil promessas na bagagem...

Mas eu não te esqueci, meu velho amigo,
e te agradeço o tempo em que, contigo,
eu convivi. Adeus. Boa viagem!


Meus votos de muita saúde e paz em 2009!

Eloah


2 comentários:

bloguesia disse...

Um belo soneto de chegada de ano novo. Parabéns.

neo-orkuteiro disse...

Eloah, foi-me muito benfazejo conhecer-lhe o blog, em todos os sentidos.

Vim de curioso como disse alhures e, de saída, bastante gostei de seus decassílabos e outros metros. Sonetos tão bem feitos encontrei, e bem feito pra mim, que aqui vim.

Não ficou no saboreio dos versos (já de si justificadores da prometida revisita), teve foi bem mais.

A afável poetisa aparentemente simpatizou com meu primeiro comentário e se fez minha amiga.

Visitou-me em meu blog e passou a segui-lo, em inequívoca mostra de agrado pelo que lá encontrou.

Como retribuir a tanto?

Ofereço-lhe minha incondicional amizade, Eloah. Tenha em mim o amigo, o leitor que pelos versos a aprecia com deleite, versos estes que, por definição sua, são você mesma, em última análise.

Fique aqui meu afetuoso abraço virtual. O diálogo interblog já teve início. Sou todo agradecimentos, viu?