quarta-feira, junho 24, 2009
domingo, junho 07, 2009
Para um Amor do Passado

PARA UM AMOR DO PASSADO...
Libertar-me deste amor,
tentei, eu juro.
Esquecer...
Ah! Como eu quis esquecer
o gosto do teu beijo,
o calor do teu abraço!
Para fugir de ti,
fiz todas as loucuras,
os mais estranhos caminhos percorri,
levando-te, no entanto,
sempre e sempre,
dentro de mim
- não sei se como um bálsamo,
ou se como o pior de todos os castigos!...
(Eloah Borda-D.A.Reservados)
sábado, abril 25, 2009
Pintando o Amor

PINTANDO O AMOR
(Eloah Borda)
O amor, para mim, tem,
algumas vezes, a cor
de uns olhos ternos, castanhos,
que eu conheço muito bem,
pois é neles que eu encontro,
o luar, a luz do sol
e o brilho das estrelas.
Outras vezes é prateado,
como os cabelos grisalhos,
nos quais, os dedos deslizo,
enquanto lábios ardentes,
cheios de amor e desejo,
unem-se aos meus em um beijo.
O amor, pra mim, tem marcas,
que são as marcas do tempo
no rosto do homem que eu amo,
e eu conheço cada uma
que ali o a vida deixou.
O amor, também tem cheiro
- o seu odor é o de um corpo
que atiça os meus sentidos,
fazendo-me delirar!
E tem, desse mesmo corpo,
também a forma e o calor
- o calor que, algumas vezes,
tão somente me protege
do frio, quando me envolve
em seu abraço e me aquece;
mas outras tantas me abrasa,
me incendeia, me enlouquece.
E ainda tem, esse amor,
o som de uma voz sensual
que é música aos meus ouvidos
quando me está a falar
palavras doces de amor;
ou quando, em certos momentos,
murmura, geme, repete,
entre sons entrecortados,
coisas que não vou contar...
E já está pronto o ”quadro”,
com forma, som, cheiro e cor,
que, com pinceis de ternura
e as tintas da fantasia,
na tela do imaginário,
eu pintei, do meu amor.
Nota: este poema eu fiz há uns quatro anos, para um tópico da comunidade Poetas em Foco (orkut), cujo tema era “Pintando o amor”.
sexta-feira, abril 10, 2009
Meu vício
MEU VÍCIOEu tenho um vício, um grande vício eu tenho,
que adquiri quando era ainda menina,
e desde então tem sido a minha sina,
sempre com ele convivendo eu venho.
Eu nunca me livrei dele, e convenho,
também jamais tentei, porque me anima,
me inebria, me encanta, me fascina,
e é grande o prazer que dele obtenho.
Como sonhar, como expressar, sem ele,
meus devaneios, minhas fantasias,
as minhas aflições e alegrias?
O meu poetar é dependente dele,
vive a sonhar quartetos e tercetos,
deste meu vício, que é fazer sonetos...
(Eloah Borda-D.A.reservados)
segunda-feira, março 30, 2009
Estou voltando!
Após involuntária e longa ausência
- com o coração cheinho de saudade –
estou voltando, aos poucos, é verdade,
a esta tão gostosa convivência;
a este espaço, que é minha querência,
meu chão virtual (de sonho e realidade),
espaço de poesia, de amizade,
interação, sadia coexistência.
A minha assiduidade, infelizmente,
talvez não seja ainda, por enquanto,
a mesma de antes. Mas estou contente,
feliz em retornar - mesmo que estando
ainda um pouco “devagar”, no entanto,
o que importa é que já estou voltando!
Eloah
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Agradecimento
A0s que aqui estiveram na minha ausência, deixando votos de uma boa recuperação, meu muito obrigada.
Abraços.
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Elegias

ELEGIAS
Foi tanto bem-querer, tanta afeição,
tanta admiração, tanto carinho,
que o amor foi se achegando e, de mansinho,
tomou conta de mim, se fez paixão.
E, louca, eu me perdi nos teus caminhos,
e foi tanto sonhar, tanta ilusão,
e tanto o engano, a idealização,
que só vi flores onde havia espinhos....
Porém a realidade impôs-se, e enfim,
arrebatou-me o véu da fantasia
- fez-me te ver como és... Mas, mesmo assim,
meu tolo coração (que ainda é teu),
te chora em versos, compondo elegias,
saudoso da mentira em que viveu...
(Eloah Borda-D.A.Reservados)
sábado, janeiro 17, 2009
Há Dias...

Há dias
de alegria pura,
dias de ternura,
plenos de luz,
em que me sinto um sol,
mesmo que chova a cântaros lá fora...
Dias
em que me sinto primavera,
toda cores, flores, céu azul
canto de pássaros,
não importa a estação
- são dias em que o amor
canta em meu coração!
Há dias
em que me sinto um tórrido verão,
mesmo que seja rigoroso inverno...
São dias quentes, intensos,
que me queimam,
devoram-me por dentro
- são fogo, são chamas,
são dias de paixão!
Há dias
de melancolia, de recolhimento,
de introspecção,
em que a tristeza me invade
e eu me sinto
paisagem outonal,
árvore desfolhada,
cercada de folhas secas
revoltas pelo vento
- minhas recordações,
momentos meus,
redemoinhando
no meu pensamento,
tão perto e, no entanto,
tão distantes...
... são meus dias de saudade...
Há dias
em que o frio
do mais duro inverno,
penetra em minha alma,
enregela o meu coração
- são dias de desencanto,
desamor, desilusão...
E há dias
bem mais duros
- tensos, pesados,
escuros -
em que sou apenas
perplexidade...
São os dias
em que não posso evitar
de olhar de frente,
cara à cara,
para esse mundo caótico
que aí está,
com suas guerras, miséria, fome,
seus crimes hediondos,
sua ganância, mentiras, corrupção,
insensibilidade...
Dias
em que eu já nem sei mais quem sou
- quem, ou o que somos todos nós,
humanos desumanos -
ficando a me perguntar,
se não serei apenas
personagem
de meus próprios pesadelos...
(Eloah Borda-D.A.Reservados)
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Vida-Poesia

(Euterpe - pintura de Camile Roqueplan)
VIDA-POESIA
Nasci poesia, chorando
em versos bárbaros...longos!...
Logo aprendi a sorrir
em duplix, poetrix,
e creio, sonhei haicais...
Fui crescendo em setissílabos,
trovando e fazendo rimas
em quadrinhas infantis...
Adolesci versos livres,
cantando amor, esperanças,
- lindos sonhos cor-de-rosa!
E fui amadurecendo
decassilabicamente,
a sonetar ilusões,
paixões avassaladores,
alegrias e tristezas,
- amargas decepções...
Envelheço alexandrinos,
compondo recordações,
rimando amor com saudade,
futuro, com solidão...
(Eloah Borda-D.A.Reservados)
terça-feira, janeiro 06, 2009
Infância

INFÂNCIA
Infância livre
Casa na árvore
Pés no riacho
Correr na grama.
Rodar o arco
Jogar pedrinhas
Gado de osso
Na mangueirinha.
Leite fresquinho
Água de poço
Ouvir o canto
Da passarada
Galo cantando
Na madrugada.
Empoleirar-se
Em pés de lata
Ir catar ovos
Dentro da mata
Oh, não de pássaros,
Mas de galinhas
- Frangas fujonas
Fazendo ninhos
No matagal.
Frutas fresquinhas
- Peras, laranjas,
Uvas e limas
Lá no quintal...
Noite estrelada
Num céu inteiro
Até o horizonte
Para se olhar.
Dormir ouvindo
O cri-cri dos grilos
E o arvoredo
A farfalhar.
Sonhar com duendes
Bruxas malvadas
Varinha mágica,
Bichos falantes,
ogros e fadas
- Mundo encantado
Em que as crianças,
Naquele tempo,
Acreditavam.
Quanta saudade
Mágica infância
Bela e distante
Quase esquecida
Lá no passado!
Que diferente
Da infância de hoje
Numa cidade!...
(Eloah Borda-D.A.Reservados).
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